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terça-feira, 16 de agosto de 2011

Sindicalistas pedem segurança do trabalho na política industrial

O governo federal acenou com a possibilidade de incluir a segurança do trabalho como tema transversal da política industrial, depois de alerta de sindicalistas sobre a tendência de o pretendido aumento da produtividade vir acompanhado de um aumento dos índices de acidentes com trabalhadores. O tema foi debatido hoje (9) durante o seminário Política Industrial e Desenvolvimento, organizado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT).
“De fato não está clara a ligação da política industrial com a melhoria das condições de trabalho. Essa é uma reivindicação importante para a presidenta Dilma Rousseff incluir de forma transversal na política industrial”, disse o presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, entidade vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Mauro Borges Lemos. “Dá, sim, para ter resposta imediata em relação a isso”, disse ele.
“Também faço parte do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial, e vou ajudar nessa argumentação com a presidenta Dilma. É importante dar condições para o aumento da produção, como pretende o governo [ao lançar a política industrial]. Mas isso deve vir acompanhado de medidas preventivas que garantam condições adequadas para os trabalhadores”, disse o presidente da CUT, Artur Henrique.
Para o economista da Universidade de Campinas (Unicamp), Anselmo dos Santos, a política industrial precisa ser compatível com a melhoria das condições de trabalho e remuneração dos trabalhadores. “Acho que ainda não há nada claro nas propostas que afirme essas perspectivas de melhoria das condições de trabalho”.
“A elevação da produtividade pode resultar no aumento do risco de segurança do trabalhador. Por isso é importante discutir a forma como essa produção será incentivada. Será uma grande oportunidade de rediscutirmos essas relações, já que o Brasil tem um mercado de trabalho muito precário”, complementou o economista.
Fonte: http://www.jb.com.br/economia/noticias/2011/08/09/sindicalistas-pedem-seguranca-do-trabalho-na-politica-industrial/



sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Mais nove mortes acontecem na construção civil da Bahia

Os números são alarmantes e impressionam. A Bahia já representa o estado com maior número de mortes em acidentes de trabalho no país. Na manhã desta terça-feira (09), mais um acidente na indústria da construção civil matou nove operários após queda de um elevador na Avenida Antônio Carlos Magalhães, em Salvador.



Com a sexta maior economia do País, a Bahia ocupa a sétima posição na quantidade de registros de acidentes de trabalho, sendo superado por São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina. No entanto, é o primeiro em número de casos dentre os demais Estados das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Apenas no acidente de hoje, nove trabalhadores morreram após a queda de mais de vinte andares do elevador do prédio em que trabalhavam. Ainda não há confirmação sobre a causa do acidente que vitimou os operários Helio Sampaio, José Roque dos Santos, Jairo de Almeida Correia, Lourival Ferreira, Martinho Fernandes dos Santos, Manoel Bispo Ferreira, Antonio Reis do Carmo, Antonio Elias da Silva, Antonio Luiz Neves dos Reis.

“Já são 53 acidentes com 13 mortes na construção civil em Salvador, até agosto deste ano, o que demonstra que algo está errado. É evidente e notório, o descaso do patronato do setor, que só visa o lucro, sempre, e pouco ou nada investe na segurança destes trabalhadores”, salienta o presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), regional Bahia, Adilson Araújo, que alerta para a situação de vulnerabilidade dos trabalhadores. 

Para o secretário de Saúde e Segurança no Trabalho da CTB, Fernando Dantas, é preciso continuar lutando por melhores condições de trabalho, para que o estado não expresse números cada vez maiores de vítimas fatais, como na construção civil. “Existe muita irresponsabilidade por parte do empresariado. As mortes previsíveis, anunciadas, evidenciam o descaso com a vida do trabalhador. Estamos cansados de avisar às autoridades, mas a fiscalização e o investimento em segurança são insuficientes”, denuncia.

Dados coletados entre os Sinduscon de cada estado revelam que os acidentes mais comuns são quedas de andaime, choque elétrico, soterramento e o trabalhador ser atingido por algum objeto. “As autoridades responsáveis devem fazer a sua parte para evitar a negligência dos construtores. O maior problema é que Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE-BA), a quem cabe fiscalizar os canteiros, dispõe de um número insignificante de fiscais no estado, afirma Adilson Araújo.

Fonte: Ascom/ CTB-Bahia


quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Petrobras crizal Petrobrás Crizal