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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Outro acidente de trabalho é registrado em Uberaba

Este foi o terceiro caso na cidade nesta terça-feira (22).

'Prevenir é importante', diz técnica em segurança do trabalho.
Trabalhadores não usam equipamento (Foto: Reprodução/TV Integração)
Trabalhadores não usam equipamento (Foto:

Reprodução/TV Integração)
Em Uberaba, uma mulher ficou ferida depois que uma caixa de velas caiu sobre o rosto dela enquanto trabalhava num supermercado, nesta terça-feira (22). Este foi o terceiro acidente de trabalho registrado em Uberaba no mesmo dia.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, a vítima foi encaminhada inconsciente para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Bairro São Benedito. A assessoria de imprensa da Secretaria de Saúde informou que ela continua em acompanhamento e aguarda o resultado de exames.
Também na terça-feira, um eletricista morreu depois de cair de uma altura de 15 metros num prédio em construção no bairro Santa Maria.
No mesmo dia, o funcionário de uma empreiteira que executava a obra de macrodrenagem do projeto "Água Viva" caiu em uma vala de aproximadamente dois metros de profundidade e ficou ferido.
Sem Proteção
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A falta do uso de equipamentos de segurança é visível na cidade. Num prédio em construção em Uberaba, um homem estava pendurado na varanda, sem camisa e não utilizava nenhum equipamento. Em outra obra, a maioria dos funcionários utilizava apenas o capacete, sem luvas ou coletes. Um deles, no alto do prédio, ainda fumava.
A técnica em segurança do trabalho, Wanessa Cristina da Silva, alertou que é importante se prevenir. "É preciso um trabalho educacional e a sala de aula é importante para essa mudança de consciência", comentou. Para o presidente do sindicato que reúne os trabalhadores da categoria, José Lacerda Sobrinho, é preciso um grande trabalho de conscientização.

Ministério do Trabalho esteve no local para fiscalizar há um ano

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A fiscalização realizada pelo Ministério do Trabalho em Uberaba acontece a partir do órgão em Brasília e Belo Horizonte, que determina o número de empresas a serem fiscalizadas em cada segmento. De acordo com o chefe de Fiscalização do Ministério do Trabalho em Uberaba, Júlio Santa Rosa de Oliveira, quando a meta é atingida, eles passam a fiscalizar aquele segmento em que ela ainda não foi alcançada. “O setor de Construção Civil esse ano teve meta pequena que foi atendida rapidamente. A prioridade são aquelas em que há risco de acidentes e número maior de empregados. No caso desse acidente, a obra foi fiscalizada há aproximadamente um ano. Mas agora vamos partir para lá para verificar as causas do acidente e os riscos dentro do canteiro de obras para apurar se houve falha da empresa”.

Sindicato comunicou construtora sobre risco antes de acidente fatal

Construtora responsável por obra onde eletricista morreu ao cair dentro do fosso de um elevador enquanto trabalhava, já havia sido comunicada dos riscos de acidentes de trabalho no local pelo Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil e Mobiliário de Uberaba.
De acordo com o presidente da entidade, José Lacerda Sobrinho, a constatação dos problemas foi feita após três visitas de equipe do sindicato para levar informações sobre segurança e saúde no trabalho aos funcionários da obra. “Durante uma dessas visitas tive a oportunidade de informar que no fosso e nas escadarias não havia proteção contra queda. Sugeri que fosse tomada uma medida em relação a isso. Mas não podemos ainda afirmar quais as causas para esse acidente.”
José Lacerda explica que a segurança nas obras é de responsabilidade, em primeiro lugar, da empresa que deve seguir normas regulamentadoras referentes à segurança e saúde, cabendo a ela o treinamento, fiscalização e dar ao trabalhador condição segura de serviço. Ele cita que a partir de 20 funcionários deve haver um técnico em Segurança do Trabalho para fiscalizar, normatizar e fazer aplicar as regras em cada empresa.
“Além disso, cabe ao trabalhador seguir as normas e para isso deve receber treinamento da empresa. O sindicato também deve fiscalizar no sentido de fazer cumprir as regras e relatar à empresa, sugerindo a regularização. No entanto, a fiscalização em si é de responsabilidade do Ministério do Trabalho.”
No entanto, José Lacerda ressalta que, talvez por questões culturais, a empresa quase sempre joga a culpa no trabalhador por falta de equipamento. Mas questiona – “em uma queda daquela altura um capacete evitaria a morte do funcionário?”
O presidente ainda chama a atenção para a norma que deixa claro que os equipamentos devem ser fornecidos pela empresa, deve receber treinamento, mas deve ser adequado às características do trabalhador.
Nesta segunda-feira aconteceram dois acidentes de trabalho. Além do eletricista, operário da obra de macrodrenagem se feriu ao cair de uma altura de 3 metros dentro da vala aberta para a ampliação do canal da avenida Pedro Salomão. No acidente, o trabalhador quebrou o antebraço direito e bateu o rosto no chão.
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